AirPods Pro trazem conforto e cancelamento de ruído aos fones da Apple

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Depois que se começa a usar fones de ouvido sem fio, fica difícil lembrar como a vida era antes. A mudança parece boba, afinal são só fios, mas a portabilidade e praticidade conquistadas são imensas. Depois de dar início à categoria de earbuds em 2016 com os AirPods, a Apple retornou à carga em 2019 com uma versão “de luxo” do aparelho, os AirPods Pro. As diferenças entre os dois modelos vão além do preço: os AirPods ‘normais’ custam R$ 1.350 no País, enquanto a versão Pro sai por R$ 2.250 aqui.

Até 2016, fones sem fio conectáveis com tecnologia Bluetooth eram headphones de marcas como Beats, Bose e JBL, com alta qualidade de som, duração de bateria superior a 12 horas de reprodução e bastante conforto. Mas os AirPods então provaram que é possível simular a reprodução apurada de áudio desses competidores grandões em aparelhos de quatro centímetros, que cabem no bolso. Agora, os AirPods Pro chegam com mais conforto.

Algumas coisas continuam iguais

A Apple frisa que os AirPods Pro não são uma segunda geração, mas um novo um produto da categoria. É evidente que há mudanças de um para o outro, mas a fórmula continua a mesma. Dessa vez, o estojo (que armazena os fones e recarrega a bateria, cujo desempenho durou em torno de uma semana com testes moderados da reportagem) pode ser recarregado via cabo Lightning ou sem fio com padrão Qi, seguindo a tendência da empresa de forçar uma vida longe do emaranhado de fios.

O emparelhamento continua excelente, levando segundos para todo o processo ser finalizado: levante a tampa do estojo perto de um iPhone, siga os breves passos na tela do celular e voilà.

Os fones guardados no estojo mantêm a qualidade do som, com mudanças quase imperceptíveis no grave. Eles têm autonomia para 4,5 horas seguidas de reprodução de áudio, ante 5 horas do “primo pobre”. Sim, os novos fones têm menor duração de bateria que os antigos. No dia a dia, porém, é difícil notar a diferença de trinta minutos a menos porque é raro utilizar os fones por mais que duas ou três horas ininterruptas.

Mais firmeza

No que diz respeito ao design e ergonomia, os AirPods Pro são menores e cada fone possui uma borracha intra-auricular de silicone para vedar o som externo e melhor se ajustar ao ouvido. Essas borrachas são removíveis e podem ser trocadas por outros pares nos tamanhos pequeno (S, de small) e grande (L, de large), que já vêm na caixa. Essa personalização veio tarde – já deveria ter sido lançada lá em 2016 nos AirPods, que possuem um tamanho universal que, para muitos, é incômodo. Antes tarde do que nunca, mas é uma pena que ainda fique restrito apenas à versão de luxo.

Para quem está inseguro sobre qual o melhor tamanho de borracha da versão Pro, a Apple desenvolveu o Teste de Pontas, reproduzindo um som-ambiente e analisando a qualidade da vedação no ouvido do usuário. Nos testes da reportagem, tanto a borrachinha média quanto a pequena foram aprovadas pelo software da empresa, mas o uso no dia a dia provou que o encaixe da pequena é, de longe, o melhor. No fim das contas, o que importa é você mesmo testar.

AirPods Pro menores não são um luxo apenas estético, mas também uma vantagem ergonômica, como é praxe nos produtos da Apple. Hastes menores (de 31 milímetros, ante 40,5 mm do primo pobre) e mais pesadas (5,4 gramas, ante 4 g) pendem melhor na orelha, enquanto as borrachas intra-auriculares deixam os fones mais firmes ao ouvido quando postos em contato com a pele. A consequência mais óbvia disso é que fica muito melhor praticar exercícios, mesmo quando há muito suor envolvido. Ainda assim, pode ficar solto durante uma corrida, caso a borracha não esteja limpa nem seca.

Cancelamento ativo de ruído

A maior novidade dos AirPods Pro é o tão esperado cancelamento ativo de ruído, função que, em tempo real, capta o som externo por meio de microfones e reproduz ondas sonoras invertidas para neutralizá-lo. A magia acontece para que o áudio reproduzido tenha o mínimo de interferência externa possível (e a borracha intra-auricular tem grande papel nisso). Tarefas que exigem maior atenção, como podcasts ou mensagens de áudio, ficam muito mais confortáveis.

Com a função ativada, o trânsito barulhento de São Paulo fica silencioso — ou, a depender do caos no asfalto, ao menos abafado. As turbinas de avião durante uma viagem chegam a desaparecer, aliviando parte do estresse que é fazer longos voos. Sons como buzinas e gritos não são isolados porque são repentinos, e aí o aparelho não consegue “antecipá-lo” e cancelá-lo propriamente. De todo modo, é de fato impressionante saber que isso tudo é feito em praticamente tempo real por nanochips instalados em um aparelho já pequeno o suficiente para ser perdido com facilidade.

Cancelamento de ruído não é uma tecnologia nova. Fones de marcas premium da categoria de audíveis já trazem a função ao mercado há muitos anos, mas a maior parte deles são headphones, aqueles grandões da categoria. Os AirPods Pro fazem a mesma coisa, mas são mais portáteis e discretos. Questão de gosto, claro.

A vantagem do cancelamento de ruído dos AirPods Pro, e que os torna tão práticos, é a facilidade em ativar a função, pressionando uma das hastes dos fones por dois segundos (tanto a direita ou esquerda servem). Outra maneira é ativá-lo manualmente na Central de Controle do iPhone, Apple Watch ou iPad – mas é muito mais cômodo usar o próprio fone para isso.

O cancelamento de ruído, no entanto, pode ser perigoso na vida em sociedade. Imagine atravessar a rua e não ouvir a buzina de uma bicicleta ou andar na calçada e não ouvir um carro saindo da garagem. É um problema e tanto.

Pensando nisso, a Apple criou o Modo Ambiente, em que, também em tempo real, mescla o som da rua e do áudio em reprodução. É uma solução tão natural e tão fácil de ser ativada (só pressionar a haste do fone), que se tornou um hábito pisar na calçada e já acionar o Modo Ambiente. Em ambientes fechados e barulhentos, como academia ou no metrô, o Modo de Cancelamento de Ruído continua o preferido.

É por causa do cancelamento de ruído e modo ambiente, aliás, que os AirPods Pro têm duração menor de bateria, como dito anteriormente. Nesse trade-off, às vezes é preferível ficar com menos bateria e escolher uma reprodução de áudio mais precisa e clara.

Afinal, vale a pena?

Isso tudo tem um preço, claro. Os AirPods Pro mantêm o histórico de preços premium da empresa e continuam mais caros que concorrentes diretos do mercado.

Não se engane: apesar do “Pro” (de profissional) no nome, não é um fone para quem trabalha com áudio, como engenheiros de som. É, sim, um fone bastante portátil, intuitivo de usar (principalmente se emparelhado com um iPhone) e mantém o bom gosto no design da linha de produtos da empresa, mas não se compara com produtos de fato profissionais. No fim das contas, a adição do “Pro”, em referência a profissional, causa ruído no consumidor, como tem acontecido nos últimos anos com iPhones, iPads e Macbooks

O cancelamento de ruído e o modo ambiente são viciantes e fazem toda a diferença na experiência de uso. É estranho voltar para os AirPods antigos porque parece que há algo faltando. Quando se trata de tecnologia, esse estranhamento muitas vezes é sinal de que o usuário se adaptou bem à mudança.

Supondo que preço não seja problema, se você tem os AirPods e eles ainda têm boa vida útil de bateria, talvez valha aguardar uma nova versão, com maior duração de bateria, melhor ajuste ao ouvido e qualidade de som mais apurada. Logo, logo o cancelamento de ruído e o modo ambiente se tornarão obrigatórios nos fones da Apple – esperamos. Agora, caso ainda não possua um bom fone de ouvido sem fio (e uns trocados a mais no bolso), os AirPods Pro são uma estreia e tanto. Por que não?

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Estadão

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Fonte: www.terra.com.br

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