Apesar da crise na pandemia, mercado pet registra aumento nas vendas e gera empregos no interior de SP | Mundo Pet – [Blog GigaOutlet]


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O setor de produtos pet registrou aumento nas vendas e gerou empregos nos últimos meses, mesmo com a crise econômica causada pela pandemia de coronavírus. Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet), o setor deve faturar cerca de R$ 22,3 bilhões neste ano.

Isso acontece porque os pet shops não precisaram fechar durante a pandemia, já que são considerados serviços essenciais. Além disso, com o isolamento social, as pessoas passaram a ficar mais tempo em casa e os animais de estimação ganharam atenção redobrada.

Pets da Viviane consomem 70 quilos de ração por mês e 20% do orçamento dela — Foto: TV TEM/Reprodução

A vendedora Viviane Magrinelli, por exemplo, tem oito cachorros e 13 gatos. Juntos, eles consomem 70 quilos de ração por mês e 20% do orçamento dela.

“Como a gente ficou mais em casa, a gente fica muito mais atentos às necessidades dele”, explica Viviane.

“Eles ficam mais tempo em casa, aí comem mais, os banhos são mais vezes na semana, então com certeza a gente acaba tendo um cuidado maior”, admite a professora Juliana Rodrigues.

Mercado pet escapa da crise provocada pela pandemia

Mercado pet escapa da crise provocada pela pandemia

Além daqueles que já tinham um animal de estimação, muitas pessoas decidiram adotar novos companheiros para escapar da solidão durante a quarentena. É o caso da dentista Gabriela Chicrala, que adotou a cadelinha Beka.

“A gente sente necessidade de ter uma companheira dentro de casa e aí a gente procurou adotar uma cachorra, de preferência fêmea e de pequeno porte. Ela encontrou a gente e foi amor à primeira vista”, conta Gabriela.

Segundo a dentista, Beka já fez a família gastar bastante em pouco mais de um mês, já que ela e sempre presenteada com um brinquedo novo ou uma ração diferente para se entreter dentro de casa.

Cuidado com os pets aumentou durante a pandemia de coronavírus — Foto: TV TEM/Reprodução

Adotar um pet também foi a solução encontrada pela Patrícia Monteiro para levar uma companhia à filha de 12 anos.

“Ela sempre pediu muito e a gente viu a necessidade, a solidão que ela estava tendo. Tirou a rotina que ela tinha, aí a Luna veio nesse momento, como um presente de Deus na pandemia”, admite a dona.

Mercado pet gerou 2,4 milhões de empregos em 2019, segundo a Abinpet — Foto: TV TEM/Reprodução

O mercado pet gerou 2,4 milhões de empregos no ano passado, de acordo com o presidente da Abinpet, José Edson Galvão de França. Neste ano, ele informou que cerca de 500 outros empregos foram gerados e poucos funcionários foram demitidos, apesar da crise econômica.

Uma empresa de consultoria em vendas realizou uma pesquisa com 70 microempreendedores do mercado de pet shops, na qual apenas cinco responderam que precisaram realizar demissões, suspensão ou redução de contratos de trabalho. Mais da metade informou que a situação atual não trouxe nenhum impacto negativo para o negócio.

“Então a gente realmente não liberou ninguém e ainda observou uma certa quantidade de novos empregos. Para quem emprega 2,4 milhões de trabalhadores, é um setor importante para a economia nacional”, garante o presidente da Abinpet.

O setor também não sofre com o desabastecimento pois a maior parte dos produtos é produzida no Brasil e 90% da produção fica no mercado interno.

Maior parte dos produtos para pets é produzida no Brasil — Foto: TV TEM/Reprodução

Em Santa Cruz do Rio Pardo, uma fábrica de alimento pet atua em sete estados brasileiros e a estimativa da empresa neste ano é superar as vendas do ano passado, com crescimento de até 15%.

“A gente vinha com uma boa evolução das vendas e ficamos com receio de que isso pudesse ser interrompido na pandemia, mas elas cresceram e se mantiveram em um patamar elevado”, comemora o gerente de vendas, Marcos Tavares da Silva.

Por causa disso, mais funcionários foram contratados e a empresa diz que está pronta para expandir a capacidade de funcionamento se necessário.

“Os nossos empresários são totalmente corajosos, eles acreditam no negócio. Você vê que o nosso varejo está sempre abrindo novas lojas, tanto pequenas, quanto médias e grandes”, opina o presidente executivo do Instituto Pet Brasil.

Dentista adotou a cachorra Beka durante a pandemia de coronavírus — Foto: TV TEM/Reprodução

Neste contexto de crescimento durante a pandemia, os petshops também tiveram que apostar em inovação. Cada vez mais, os tutores se interessam em acessórios diferentes para entreter os bichinhos e facilitar o cuidado com eles.

“Pra gente adotar um cachorro ou pra quem deseja comprar, precisa ter um planejamento financeiro considerando a pandemia, mas também pensando que a pandemia vai acabar”, aconselha a dentista Gabriela.

Tapete feito com gel especial deixa os pets fresquinhos no calor — Foto: TV TEM/Reprodução

Em uma loja de Bauru, os consumidores podem comprar bebedouros que não molham os pelos dos pets, limpador para patas, massageador e até um tapete feito com gel especial que abaixa a temperatura e deixa os animais fresquinhos no calor.

“Agregou novos clientes com mais animais e eles vão ter que comprar alimentos, acessórios e, quando passar a pandemia, vão querer novos produtos, que hoje eles não compram por causa da parte financeira”, explica o gerente Fernando Augusto dos Santos.

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Fonte: g1.globo.com |