Bonito e barato (Mas é bom?) – [Blog GigaOutlet]


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Os chamados relógios inteligentes são um tipo de produto que atrai por diferentes motivos. Algumas pessoas se interessam, de fato, por suas funcionalidades, e alegam usá-las diariamente. Outras, entretanto, valorizam o fator “moda”. É legal ter um acessório bonito no punho, ou algo sobre o que todos estão falando. Certamente, há muitos usuários que compõem um meio-termo, mas é inegável que a tecnologia wearable (vestível) tem no aspecto visual um quesito importante.

Nos últimos meses, uma série de fabricantes menores vem mirando no design para, ao oferecerem produtos de baixo custo, serem portas de entrada ao nicho dos smartwatches. Uma delas é a chinesa BlitzWolf, conhecida entre brasileiros por itens de áudio, como fones de ouvido e caixas de som. Na expansão de seu portfolio, eles lançaram o BW-HL1, um relógio parecidíssimo com o famoso Apple Watch – a meia distância, ao menos.

» Confira a nossa editoria sobre smartwatches.

O que é o BlitzWolf BW-HL1?

Trata-se de uma peça que roda um sistema operacional próprio. Nada de watchOS (Apple), Wear OS (Google) ou Tizen (Samsung). A principal implicação disso é que, dadas as funções de fábrica, não será possível instalar novos aplicativos. Considera-se que ele é “smart” por operar além da exibição de horas ou cronômetros. Ele tem habilidades como contar passos dados, medir batimentos cardíacos, mostrar notificações de aplicativos ou manipular músicas que são tocadas no smartphone.

No pulso, a meia distância, ele se passe por um Apple Watch.
No pulso, a meia distância, ele se passe por um Apple Watch.

Sua construção, surpreendentemente, é boa. Parece uma peça robusta, com partes em plástico e metal, que fica confortável no punho. A tela é colorida e tem qualidade de imagem razoável: não distorce as cores em demasia quando é vista de lado, embora o brilho seja apenas mediano, exigindo uma certa aproximada até os olhos quando se está sob sol intenso. Olhando de perto, é possível perceber que o design e o acabamento têm diferenças claras em relação a modelos sofisticados, mas ainda é um item que não faz feio.

Especificações do BlitzWolf HL1

  • Dimensões: 4.1 x 3.5 x 1.09 cm; 49 g
  • Bateria: 180 mAh; 3.7V
  • Carregamento: 5V-1A; em 2 horas por carregador proprietário
  • Tela: LCD IPS de 1.33 polegadas
  • Resolução: 240 x 240 pixels
  • Conectividade: Bluetooth 4.0
  • Proteção IP: IP68 Resistente a água (máx. 1 metro por 30 minutos)
  • Sensores: Pedômetro, Batimentos cardíacos
  • App: “Da Fit”

A experiência com o relógio

Onde realmente fica claro que esse é um produto simples é no modo de operação. A tela não é sensível ao toque e, por isso, todos os comandos são feitos através de uma área abaixo dela, essa sim, sensível. Tudo é feito tocando nesse único lugar: toca-se ali para alternar entre as opções do menu e, chegando na função desejada, pressiona-se por um tempo para selecioná-la.

O menu circular do HL1
O menu circular do HL1

Esse manejo tem a vantagem de ser simples. É fácil explicar a um leigo que basta tocar num botão para avançar e pressioná-lo para selecionar. Em compensação, o uso no dia a dia revela os inconvenientes: quando se quer acessar algo depressa, é comum que um toque acidental faça com que se “pule” a opção pretendida, criando a necessidade de se passar por todo o menu mais uma vez para retornar a ela. Quando isso ocorre repetidas vezes – e ocorrerá -, pode ser um pouco incômodo.

Além disso, algo chamou minha atenção depois de lavar as mãos e molhar o relógio: a região sensível ao toque fica totalmente inoperante quando está molhada, algo expressivo para um acessório que pode ser muito usado ao ar livre, em corridas sob chuva, por exemplo. Foi necessário enxugá-lo completamente para que eu pudesse acessar novamente os menus.

As medições feitas pelo HL1

Como já dito, além de habilidades comuns a relógios regulares, esse produto tem outras que justificam sua classificação como “smart”. Elas são basicamente o que se encontra em smartbands atuais: notificações de apps, manipulação de músicas em execução no telefone, contagem de passos dados e distância percorrida, das horas de sono, dos batimentos cardíacos, acompanhamento de exercícios físicos (que incluem corrida, basquete e até natação). Curiosamente, também é possível estimar a pressão e nível de oxigenação do sangue, algo que eu só tinha visto na Honor Band 5 da Huawei.

O leque de funções não é nada mau para um gadget acessível como este. Além delas, também há outras, cronômetros e a possibilidade de se trocar watchfaces, as ilustrações da tela inicial – embora haja pouquíssimas disponíveis.

Batimentos cardíacos
Batimentos cardíacos

Sobre as medições feitas, o que posso dizer é que esperava um resultado muito pior. Para começar, a contagem de passos não é muito boa: ela registra muito mais passos do que realmente foi dado, por considerar vários movimentos feitos durante o dia. Isso acontece em praticamente qualquer dispositivo da categoria, mas parece acontecer ainda mais por aqui em comparação com uma Mi Band 4 da Xiaomi, por exemplo. A contagem do deslocamento em corridas, por sua vez, foi boa, e acabou sendo próxima a minhas distâncias percorridas, seja em esteira ou ao ar livre. Já o índice de oxigenação do sangue, em comparação com a Honor Band 5, diferiu em, no máximo em 2%. De modo geral, foram resultados aceitáveis, sobretudo quando parti de baixas expectativas.

Aplicativo e bateria

O app usado pra sincronizar o HL1 com o smartphone se chama Da Fit, disponível para iOS e Android. Ele também é usado por outras fabricantes que não têm aplicação própria e, se ele não tem lá muitas funções, ao menos é bastante enxuto e facílimo de operar. Está tudo bem ali, acessível, na frente do usuário. Pelo app, também é possível iniciar corridas com GPS, sinal esse que é captado através do smartphone.

O app é bem limpo
O app é bem limpo

Um aspecto sobre o qual eu não sabia o que esperar, e acabou sendo uma agradável surpresa foi a bateria. Em meu padrão de uso, com algumas corridas, poucos apps habilitados para notificação e ligando a tela várias vezes ao dia, a autonomia atingiu os 12 dias. Comparando com smartbands, é apenas OK. Mas pensando em smartwatches, um ótimo resultado. Fiquei satisfeito. O carregador incluso na caixa é proprietário e funciona com um prático sistema de imã, fixado na parte de baixo do relógio.

Considerações finais

Relógios são itens que estão sempre em evidência no visual de quem os usa e essa vertente não pode ser ignorada. Sendo assim, o BlitzWolf HL1 cumpre seu papel ao entregar bela aparência e construção decente. Sua operação tem limites que podem incomodar, mas as medições feitas não são ruins e a gama de funcionalidades é grande para um item barato. Eu o vejo quase que como uma smartband construída em corpo de smartwatch, mas isso não é grande problema para um produto que custa em torno de 25 dólares lá fora, e menos de 200 reais no Brasil, em lojas importadoras – mais ou menos o mesmo que smartbands conhecidas.

Para aqueles que querem entrar no mundo dos wearables com um relógio, e não com uma pulseira, é uma alternativa adequada, desde que se esteja ciente de suas características. Trata-se de um item BB: bonito e barato. E, se pensarmos que cada produto atende a uma categoria e um público específico, é possível adicionar o terceiro B, classificando-o como bom o suficiente.

Onde comprar?

Quem nos enviou o HL1 foi a loja chinesa Banggood. Você pode comprar lá o smartwatch da BlitzWolf por cerca de R$ 140.


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Fonte: www.oficinadanet.com.br