Brinquedo criado por universitária desenvolve ‘personalidade’ de cachorra e ganha prêmio em BH | Minas Gerais – [Blog GigaOutlet]


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A cachorra Belinha, de 2 anos e 6 meses, era triste, desconfiada e apática quando foi adotada durante a pandemia do novo coronavírus pela universitária Camila Santana Braz, de 20, que mora em Belo Horizonte.

Preocupada com a “personalidade” do pet, Camila usou os conhecimentos adquiridos no curso de engenharia elétrica, que faz na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), para criar um brinquedo que desenvolvesse o cognitivo do animal.

“Ela era insegura. Só ficava no quartinho dela. Queria uma maneira de ajudar”, diz Camila.

A cadela Belinha e a sua tutora, Camila Bras — Foto: Camila Santana Braz/Arquivo pessoal

A estudante começou a pesquisar na internet o que poderia fazer para auxiliar Belinha. Na rede, encontrou diversas atividades para estimular cognitivamente a cadela, como esconder petiscos para ela farejar e encontrar. Segundo Camila, o objetivo era aumentar a autoconfiança do animal.

Foi então que ela viu na web uma caixinha, importada, ao custo de R$ 300. Ela pensou que poderia desenvolvê-la, já que na faculdade estuda robótica e tinha peças que seriam usadas na produção do brinquedo, chamado de arduíno.

No hardware, ela gastou aproximadamente R$ 70. Camila explica que o arduíno é uma placa que se conecta a diversos dispositivos e sensores em que um código é carregado no computador.

Alegria: Belinha se transformou depois do brinquedo — Foto: Camila Santana Braz/Arquivo pessoal

Camila desenvolveu o brinquedo, seguindo a técnica de enriquecimento ambiental, para estimular Belinha.

A estudante explica que um laser aponta para o sensor de luminosidade e o animal tem que pegar uma bolinha e colocar em um buraquinho. Vencida a “prova”, a cadela ganha um petisco como recompensa.

A atividade pode ser feita quantas vezes o tutor do animal quiser, basta somente reabastecer o petisco, mas Camila falou que faz a brincadeira com Belinha uma vez por semana.

“Gosto de variar as atividades e, além disso, essa atividade não é simples, não é trivial para o cachorro”, ressalta.

O lar doce lar de Belinha — Foto: Camila Santa Braz/Arquivo pessoal

Camila contou que não pretende fazer o brinquedo para vender e que levou cerca de um mês para desenvolvê-lo.

A cachorra usa o arduíno há três meses. “Se comparada a Belinha desde que ela chegou, ela é outra cachorra. Está mais solta, mais adaptada. A atividade ajudou bastante para isso”, analisa.

A elegância de Belinha — Foto: Camila Santana Braz/Arquivo pessoal

Belinha foi adotada há seis meses e já era castrada. “Eu gostei de duas cachorras: ela e uma outra, mas ela não tirava o olho de mim. Fiz carinho nela e, quando eu saí do canil, ela me acompanhou com o olhar”, relembra.

E não deu outra. Camila se rendeu aos olhares carentes e amorosos de Belinha e a levou para casa.

O projeto “Ensinando meu cachorro adotado a brincar utilizando arduíno” foi o vencedor da categoria Projeto Caseiro da Competição de Robôs Autônomos (CoRA) do Programa de Educação Tutorial da Engenharia Elétrica da UFMG que, neste ano, por causa da pandemia, foi realizado virtualmente.

Arduíno desenvolvido por Camila Santana Braz — Foto: Camila Santana Braz/Arquivo pessoal

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Fonte: g1.globo.com |