Como a evolução fez os cães gostarem de roer ossos – [Blog GigaOutlet]


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Você já deve ter reparado no hábito canino de roer ossos. Comportamentos de animais geralmente têm origem de uma herança da evolução da espécie. A ansiedade, por exemplo, é um resultado da seleção natural sobre os humanos, ou qualquer outro animal. Ou seja, os indivíduos que se preocupavam pouco com o futuro acabaram morrendo por falta de comida ou por predação. Por isso a ansiedade é um sentimento tão presente na espécie humana, afinal ela está relacionada com a nossa sobrevivência. Isso ocorre também com comportamentos que podem parecer bem simples.

Imagine novamente um cachorro mastigando seu osso. Não há nenhum motivo aparente para que o pet faça isso, já que geralmente não há mais carne ali. Ainda assim, a grande maioria dos nossos amigos caninos fica bem feliz em ganhar um brinquedo para roer. Portanto, a evolução selecionou cães que gostavam de roer ossos. E Charles Darwin pode explicar esse comportamento, assim como muitos outros.

Lobos ainda hoje se alimentam de ossos para suprir as suas necessidades nutritivas.
(Imagem: Insa Osterhagen por Pixabay)

Acontece que os ancestrais dos nossos cães domésticos eram parecidos com os lobos e cães selvagens modernos. Eles habitavam sobretudo as planícies frias das regiões ao norte do planeta e algumas regiões da África e Ásia desde mais ou menos 8,000 anos atrás. Esses caninos viviam em ambientes muito competitivos e com poucas presas. Portanto, precisavam usar cada caloria que conseguissem. Muitas espécies de caninos, inclusive, foram extintas por causa dos gatos: tigres e leões pré-históricos habitavam as mesmas regiões e também competiam pelas mesmas presas.

Afinal, do que é feito um osso?

É preciso lembrar que os ossos não são maciços, mas eles contêm a medula óssea. Ela é um interior bastante importante para o funcionamento do corpo e também bastante rico em nutrientes. Esse tecido gelatinoso no interior dos ossos produz boa parte do sangue e do sistema imune e é composto principalmente de gorduras. Estas últimas, veja só, são moléculas altamente energéticas. Os ossos também são ricos em cálcio, potássio e magnésio, dentre outros sais minerais importantes.

(Imagem: V Perez por Pixabay)

Evidências indicam que a estação do ano ou período da vida de um animal podem influenciar a quantidade de gordura presente no corpo. É possível então que os ancestrais dos nossos cãezinhos precisassem se alimentar de ossos para complementar sua dieta básica e evitar a subnutrição durante o inverno. Por isso, a evolução selecionou cães que gostavam de roer ossos.

Segurança para o cãozinho roer ossos

Alguns estudos ainda mostram que o ato de mastigar o osso pode reduzir o estresse e a ansiedade do animal. Além do mais, isso alivia possíveis dores nos dentes, sobretudo em filhotes. Roer um osso ou brinquedo também pode ajudar o cachorro a remover parasitas dos dentes, como o tártaro ou outras bactérias. É ideal, aliás, que cães domésticos tenham brinquedos resistentes para não ter o risco de quebrar na boca do animal. De preferência, o brinquedo também deve ter o tamanho certo para a idade e dimensão da boca do bichinho.

Cão roendo osso
Diversos estudos indicam que o ato da mastigação pode causar efeitos positivos no comportamento e saúde bucal de cães (Imagem: 2211438 por Pixabay)

Ainda é possível que eles roam um osso cru, sem cozinhar. Ossos cozidos podem se fragmentar, o que é bastante perigoso. É preciso também evitar a todo custo ossos pequenos e quebráveis, como os de frango. Vale lembrar que mesmo com os melhores brinquedos é preciso ter atenção. Por mais que os cães gostem de roer ossos, eles podem se engasgar com o objeto e acabar com machucados sérios. Por via das dúvidas, é melhor ter muito cuidado com a saúde dos nossos amigos caninos.


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Fonte: socientifica.com.br |