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DLSS ou FSR? Compare as tecnologias de upscaling de Nvidia e AMD | Placas – [Blog GigaOutlet]


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DLSS, da Nvidia, e FSR (FidelityFX Super Resolution), da AMD, são duas técnicas que prometem jogos em resoluções mais altas sem exigir tanto da placa de vídeo. A ideia é permitir rodar games mais recentes com gráficos no máximo sem comprometer a performance. Embora visem atingir o mesmo fim, as duas soluções são bem diferentes em termos de abordagem e de suporte. Enquanto o DLSS usa Inteligência Artificial e pode gerar resultados melhores, o FSR da AMD funciona em placas de vídeo de todas as marcas – inclusive da própria Nvidia. Abaixo, saiba tudo sobre as duas tecnologias, e entenda suas vantagens e desvantagens.

RTX 3080 vs Radeon RX 6800 XT: compare as GPUs poderosas de Nvidia e AMD

Técnicas de reconstrução de imagem economizam placa de vídeo para garantir máxima qualidade gráfica com boa performance — Foto: Divulgação/Capcom

Resolução interna, reconstrução e upscaling

Para entender porque soluções como FidelityFX Super Resolution (FSR) e o Deep Learning Super Sampling (DLSS) são importantes, é preciso ter noção de que os gráficos em games dependem não só de aspectos como resolução, mas também no impacto que esse vídeo em alta vai ter na performance.

Suponha que você deseja curtir um jogo recente bem exigente em um monitor 4K e quer ver os gráficos aproveitando ao máximo a resolução nativa da tela. Isso significa que a placa gráfica do seu computador precisa gerar uma imagem de 3840 x 2160 pixels (ou um total de 8.294.400 de pixels). Mas, como games só fazem sentido em movimento, esses mais de 8 milhões de pixels precisam ser atualizados várias vezes por segundo – pelo menos 60 vezes (60 fps) para uma boa performance ou 30 vezes (30 fps) para menor desempenho.

Nós estamos usando o 4K aqui como exemplo porque essa é uma resolução alta que até placas de vídeo top de linha podem ter dificuldade de entregar de forma consistente. Mas o mesmo raciocínio vale para qualquer resolução final que seja muito alta para a placa gráfica disponível.

À esquerda, sem FSR, Godfall roda a 27 FPS; à direita, com FPS, game chega a 38 FPS sem perda perceptível de qualidade — Foto: Divulgação/AMD

Criar uma tela de 3840 x 2160 pixels a cada 16 milissegundos – para dar conta de exibir 60 novos quadros dentro de um segundo – é uma tarefa exigente, sobretudo considerando efeitos visuais, como partículas, fumaça e neblina, física, mapeamento e suavização de texturas, entre outros exemplos. Esses também são tarefa da placa de vídeo e acabam pesando na conta, tornando o objetivo de uma resolução alta em desempenho consistente algo nem sempre viável, mesmo em placas de vídeos de boa qualidade.

FSR e DLSS são formas de aliviar esse peso na placa gráfica, reduzindo a resolução do jogo sem tanta perda de qualidade e permitindo maior desempenho no final das contas. Reproduzindo o game a uma resolução “baixa”, como o Full HD (1920 x 1080 pixels), com gráficos no máximo, 60 fps de performance, a imagem reconstruída se torna uma forma viável de garantir 4K a 60 FPS, mesmo em GPUs que não teriam capacidade desse nível de desempenho nativamente.

Upscaling e reconstrução de imagem

Se 4K é muita coisa para a placa de vídeo, então talvez seja possível sintetizar os gráficos do jogo numa resolução interna mais baixa, aliviando a carga de trabalho para a GPU, mas exibindo a imagem em 4K com alguma perda de qualidade. Vale ressaltar que isso só será perceptível para quem for muito exigente e se ater aos mínimos detalhes.

Assim como o FSR, DLSS promete resolução final maior, mais performance e pouca (ou nenhuma) perda de qualidade de imagem — Foto: Divulgação/Nvidia

É essa ideia por trás de duas soluções que são usadas já há alguns anos, principalmente em consoles. Em vez de sacrificar completamente a placa gráfica tentando atingir uma resolução 4K inviável, desenvolvedores começaram a rodar seus games em resolução interna inferior, dentro de faixas como 1440p ou 1800p, usando técnicas específicas de upscaling para exibir uma imagem próxima ao 4K.

A performance economizada por renderizar o jogo internamente a resoluções mais baixas acaba permitindo performance estável com efeitos gráficos caprichados. Técnicas mais brutas para esse processo de rodar o game em uma resolução final “artificial” extrapolada da interna mais baixa são chamadas de upscaling. Elas são mais rudimentares e, no geral, não aplicam processos mais sofisticados para garantir que a imagem final em resolução alta não tenha artefatos e defeitos originados no processo de “inchaço”.

Técnicas de reconstrução de imagem, por outro lado, são mais sofisticadas e envolvem processos de aproximação e tratamento do quadro para que a resolução final, também artificial, seja de boa qualidade e não tenha tantos artefatos ou defeitos ligados ao aumento artificial da resolução interna. Usos de boa qualidade dessa abordagem podem até criar gráficos “4K fake”, difíceis de distinguir do 4K nativo.

FSR e DLSS: como funcionam

FSR e DLSS são soluções criadas por AMD e Nvidia para otimizar esse processo de gerar uma imagem final de resolução maior do que a inicial. A ideia é que a própria placa de vídeo e seus drivers ofereçam essas técnicas, simplificando a vida de desenvolvedores e permitindo ainda maior qualidade na hora de gerar resoluções altas a partir de resoluções iniciais inferiores.

Entretanto, as duas abordagens são bem diferentes entre si. O FSR da AMD é uma técnica de reconstrução que usa algoritmos para transformar um quadro de resolução interna na final em um processo mais propenso à perda de qualidade de imagem – ao menos nas demonstrações até aqui.

AMD promete ganhos de performance expressivos sem perda de qualidade gráfica com o FSR — Foto: Divulgação/AMD

Os “problemas” do FSR estão associados a texturas e a impossibilidade da técnica em preservar detalhes finos, como fios de cabelo ou superfícies com algum tipo de granularidade, como o aspecto áspero de uma pedra ou superfície muito detalhada.

Vale lembrar que, em todo caso, essa aparente perda de qualidade é difícil de perceber com gráficos em movimento, sendo mais uma observação das diferenças em relação às duas tecnologias. No fim das contas, alguma perda de qualidade será sempre inevitável em processos de reconstrução de imagem para resoluções mais altas.

O DLSS da Nvidia vai por outro caminho. Em vez de um processamento mais bruto em cima de cada quadro do jogo, a técnica usa Inteligência Artificial que se encarrega de aproximar aquilo que deve ser o aspecto final ideal da imagem em resolução maior.

Para isso ser possível, o desenvolvedor precisa suportar explicitamente o DLSS em seu jogo e oferecer à Nvidia um conjunto de imagens que treina a inteligência artificial a respeito do jogo. O aprendizado de máquina garante ao DLSS uma precisão maior e imagens de maior qualidade. Após testes, o canal especializado Digital Foundry chegou a considerar que um jogo como Control, rodando com DLSS, pode ter gráficos melhores do que com resolução nativa.

Diferenças entre FSR e DLSS

Veja que o DLSS preserva e até aprimora o aspecto da tela no fundo da imagem. FSR da AMD teria dificuldade com esse tipo de detalhe fino — Foto: Divulgação/Nvidia

Além de compatível com uma pequena parcela de GPUs disponíveis no mercado, o DLSS da Nvidia precisa de suporte pelos desenvolvedores de cada jogo. Embora seja reconhecida como uma tecnologia importante, a relativa baixa quantidade de hardware compatível no mercado pode desestimular mais desenvolvedores a garantirem suporte ao DLSS no momento.

Consoles de Sony e Microsoft também são compatíveis com o FSR — Foto: Murilo Molina/TechTudo

Em resultados e performance, sim. O DLSS é mais preciso e gera imagens finais de maior qualidade em que artefatos e defeitos originados no processo de conversão da resolução interna do game a uma final mais alta não são tão aparentes, ou simplesmente imperceptíveis.

O FSR da AMD aplica uma solução de força bruta que não é tão sofisticada e pode gerar alguma perda de detalhe no resultado. Mas, vale lembrar que o recurso ainda está na primeira geração – a primeira versão do DLSS não era grande coisa, por exemplo – e, ao contrário da tecnologia rival, funciona em qualquer placa de vídeo.


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Fonte: www.techtudo.com.br |