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Plantas podem significar risco para os pets; saiba quais espécies merecem atenção – Folha Pet – [Blog GigaOutlet]


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Ter plantas é ótimo para decorar a casa, além de conceder um clima aconchegante ao ambiente. Algumas até ajudam a purificar o local e, para muitos, o cultivo se torna uma verdadeira terapia.


Algumas espécies, contudo, podem ser nocivas para os pets, seja por ingestão, contato ou até mesmo pelo aroma que exalam. Portanto, quem tem gatos, cachorros, porquinhos da índia ou algum outro animal doméstico deve checar o risco que uma planta pode representar antes de colocá-la dentro de casa. 


Isso porque os pets têm o instinto natural de explorar os ambientes. Alguns se sentem atraídos em experimentar o que encontram pelo caminho, outros fazem as plantas de brinquedo. 


Têm os que acabam tendo contato com as plantas por conta da curiosidade de fuçar canteiros e os que são, simplesmente, buliçosos. Quando filhotes, essa curiosidade é ainda mais aflorada. 


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Mas o contato com algumas espécies pode gerar consequências, como alergias dermatológicas, diarreias e intoxicações que podem até levar o animal à morte, geralmente em casos envolvendo a ingestão de plantas nocivas. 


Um dos motivos que faz a intoxicação por plantas ser um problema recorrente em pets é o fato de muitas espécies indicadas para ambientes internos, sobretudo apartamentos, serem tóxicas para esses animais. Algumas espécies para ficar atento são:


  • Jiboia (Scindapsus aureus)
  • Comigo-ninguém-pode (Dieffenbachia spp.)
  • Lírio da Paz (Spathiphyllum wallisii)
  • Costela de Adão (Monstera deliciosa)
  • Espada de São Jorge (Sansevieria trifasciata)
  • Folha da fortuna (Kalanchoe spp.)
  • Bico de papagaio (Euphorbia pulcherrima)
  • Azaleia (Rhododendron spp.)
  • Filodendro (Philodendron)
  • Copo de leite (Zantedeschia aeothiopica)
  • Cheflera (Schefflera arboricola)
  • Primula ou primavera (Primula abconica)


A Jiboia é uma espécia muito comum em ambientes internos. Foto: Reprodução/Internet


Essas espécies podem possuir partes com grande concentração de toxicidade, a exemplo de sementes, flores e folhas. “Os gatos, por exemplo, têm uma grande atração por lírios, que é uma planta altamente tóxica para eles (principalmente as flores) e pode causar insuficiência renal grave e aguda, além de risco de morte”, alerta a médica veterinária Alessandra Veras. 


O que agrava mais os quadros nem sempre é a toxidade da planta em si, mas a quantidade ingerida. Alessandra alerta que, em casos de ingestão, o mais indicado é levar o animal imediatamente ao veterinário para que ele seja induzido ao vômito. 


LírioGatos costumam ter atração por lírios. Foto: Pixabay


“Quanto mais o tempo passa, mais difícil fica de tratar, porque se a planta for ingerida ela começa a liberar toxinas. Aí, fica mais difícil de a gente conseguir controlar os efeitos colaterais. Atendi um felino que comeu um lírio, mas conseguimos induzir ele ao vômito e ele sobreviveu”, explica.

No caso apenas de o animal ter contato com plantas tóxicas, sem ingestão, e apresentar irritação na derme, a médica veterinária recomenda o uso de um shampoo neutro na região. 


Bonitinha, mas perigosa

Outros tipos de plantas, mais comuns em casas ou ambientes externos, também podem representar riscos. É o caso da Roseira, que pode desenvolver fungos causadores da esporotricose, uma infecção cutânea que se manifesta através do contato de alguma ferida com o fungo sapófrita Sporothrix Schenckii. 


RoseiraRoseiras representam um risco elevado para esporotricose. Foto: Pixabay 


Também chamada de “doença da Roseira”, ela afeta mais os felinos, mas pode atingir outros pets, exigindo um tratamento longo e desgastante, e até mesmo os humanos. Além da Roseira, merecem atenção ainda: 


  • Alamanda (Allamanda carthatica)
  • Cartucheira (Brugmansia suaveolens)
  • Coroa de Cristo (Euphorbia milii)
  • Espirradeira (Nerium oleander)
  • Hortênsia (Hydrangeia macrophylla)
  • Lírio (Lilium spp. e Hemero-callis spp.)
  • Mamona (Ricinus communis)
  • Palma de Ramos (Cycas revoluta)


Se você tem essas espécies em casa, vale a pena monitorar as idas dos pets aos ambientes externos, bem como ficar de olho nos passeios. 

Sintomas

Os sintomas que os pets podem manifestar são variados, até porque as substâncias presentes nas plantas são diferentes e o tipo da exposição ou quantidade ingerida também vai influenciar.


Entre as reações mais comuns, se pode destacar irritações cutâneas por contato, além da produção excessiva de saliva, vômitos, diarreia, desconforto abdominal e fraqueza no caso das ingestões. Eles também podem apresentar irritação na cavidade oral. 


Em casos mais severos, as manifestaçõs são mais agudas, como tremores, convulsão e ataxia, que é a perda de coordenação. Os pets também podem apresentar arritmia e dispineia.


O sistema hepático é outro que corre riscos nesses casos, com a possibilidade de quadros de icterícia, coagulopatia e encefalopatia. Os pets mais jovens, por terem um metabolismo imaturo, e os idosos, por já terem algumas funções prejudicadas, são os mais sensíveis. 


Porquinhos


Porquinho da ÍndiaFuçadores, esses pequenos roedores exigem atenção. Foto: Yvinne/Pixabay


Os Porquinhos da Índia, cada vez mais comuns, podem sofrer com plantas que exalem aromas mais intensos, uma vez que possuem olfato extremamente apurado. Plantas como Calêndula, Sálvia e Erva-dos-Gatos, que têm fragrância forte, os incomodam bastante.


Outras podem ser fatais, por terem folhas e caules venenosos, a exemplo de Batata, Pimento e Absinto. Como não conseguem vomitar, tudo o que os porquinhos da Índia ingerem passam pelo sistema digestivo. Por isso, é fundamental saber o que colocar dentro de casa, já que esses pequenos são fuçadores e gostam de degustar plantas.

Entre os sintomas que eles podem apresentar em caso de intoxicação estão sangramentos, alterações de comportamento, ficando mais afastados, inchaço e vermelhidão na região da boca, diarreia, alterações na respiração, fraqueza e perda dos sentidos. Ir ao veterinário é a primeira opção nesses casos. 


Sem pânico

Mas, calma. Ninguém precisa deixar de ter plantas em casa por conta disso. Basta adaptar o ambiente, substituindo as espécies que oferecem risco para o seu pet por outras com as quais ele possa conviver sem perigo. Outra dica é tentar colocar o vaso da planta em um local no qual o pet não tenha acesso. 


GatoFoto: Pixabay  


Converse com o veterinário de confiança para tirar dúvidas a respeito da espécie que deseja cultivar e, assim, construir um espaço onde o aconchego do verde e a traquinagem dos pets convivam em harmonia. 

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Fonte: www.folhape.com.br |

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